O trabalho híbrido deixou de ser uma medida emergencial e virou o modelo predominante em boa parte das empresas brasileiras.
Levantamento da consultoria Mercer, divulgado em fevereiro de 2025 com base em 151 empresas de 17 setores, mostra que 68% delas mantêm hoje algum modelo de trabalho híbrido, remoto ou flexível, enquanto cerca de 94% dos colaboradores dizem preferir essa flexibilidade a voltar ao escritório em tempo integral.
O resultado prático desse movimento é um novo tipo de necessidade corporativa: espaços de reunião que existam quando o time precisa deles, e não o resto do mês.
Por que o escritório fixo não acompanha o ritmo híbrido
Quando parte da equipe trabalha de casa e parte circula entre diferentes locais, a lógica do escritório tradicional, uma sede única, ocupada todos os dias úteis, com salas de reunião reservadas por padrão, deixa de fazer sentido financeiro.
Em muitas empresas, as salas de reunião do escritório fixo ficam vazias na maior parte da semana e lotadas nos dias em que o time é convocado a comparecer.
Isso gera um desperdício de estrutura que pesa no orçamento sem resolver o problema real, que é ter um espaço adequado exatamente quando a reunião acontece.
O novo padrão: pagar pelo uso, não pela estrutura
A resposta que o mercado vem adotando é simples: em vez de manter uma sala de reunião ociosa o ano inteiro, contratar o espaço apenas quando ele é efetivamente necessário.
Esse modelo de consumo sob demanda já é familiar em outras áreas de gestão corporativa, da nuvem computacional ao aluguel de equipamentos, e chegou com força ao ambiente físico de trabalho.
Para o gestor, a vantagem direta é não precisar dimensionar a sede da empresa pelo pico de ocupação, e sim pela rotina do dia a dia, que normalmente é bem menor.
O que costuma pesar na decisão de contratar uma sala avulsa
Antes de optar por esse modelo, gestores de equipes híbridas costumam avaliar alguns pontos:
- Localização de fácil acesso para quem vai participar presencialmente do encontro
- Disponibilidade de recursos de apresentação, como TV, projetor e boa conexão de internet
- Flexibilidade para reservar com pouca antecedência, já que reuniões híbridas costumam ser marcadas de uma semana para a outra
- Capacidade do espaço compatível com o tamanho real da equipe ou do grupo de clientes envolvido
- Custo por hora comparado ao custo mensal de manter uma sala fixa subutilizada
Esses critérios explicam por que o modelo de sala avulsa vem crescendo mais rápido entre empresas de porte pequeno e médio, que sentem primeiro o peso de uma estrutura fixa superdimensionada.
Reuniões que ainda exigem presença, mesmo em equipes híbridas
Mesmo as empresas mais avançadas na adoção do trabalho remoto reconhecem que alguns momentos pedem encontro físico: negociações com clientes importantes, alinhamentos estratégicos entre sócios, entrevistas finais de contratação e apresentações a investidores costumam render mais em uma sala fechada do que em uma chamada de vídeo.
O desafio é que esses encontros não acontecem todos os dias, e é justamente por isso que manter uma sede fixa só para cobrir essas ocasiões pontuais deixou de fazer sentido para muitas equipes.
Como o modelo de sala por hora resolve esse equilíbrio
É nesse ponto que contratar uma sala de reunião por hora se tornou uma alternativa prática para equipes híbridas: a empresa reserva o espaço só no dia e na hora em que o encontro presencial é realmente necessário, com estrutura de apresentação e internet já prontas para uso, sem precisar manter esse tipo de ambiente ocioso durante o restante da semana.
O modelo funciona tanto para empresas que já abriram mão do escritório fixo quanto para aquelas que mantêm uma sede menor e, pontualmente, precisam de um espaço maior ou mais bem localizado para uma reunião específica.
Conclusão
A consolidação do trabalho híbrido no Brasil está mudando a forma como as empresas pensam sua estrutura física, e a procura por salas de reunião avulsas é um reflexo direto disso.
Para o gestor que lidera uma equipe distribuída, a conta tende a ser clara: pagar por uma sala de reunião apenas quando ela é usada custa menos e resolve o problema com a mesma eficácia de manter um espaço fixo, sem o peso de sustentar uma estrutura que, na rotina híbrida, passa boa parte do tempo vazia.
